Esse experimento científico vai te deixar perplexo!

CURIOSIDADES

É comum um experimento científico causar espanto, mas poucos deixam uma marca tão profunda quanto a experiência conduzida por David Rosenhan. Uma equipe de 12 colaboradores, sob sua orientação, fingiu sofrer de alucinações e outras perturbações mentais, com o objetivo de serem internados em hospitais psiquiátricos.

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Diagnósticos questionáveis

Uma vez admitidos em diferentes estabelecimentos, principalmente em várias regiões dos EUA, todos foram diagnosticados com enfermidades psiquiátricas. Mesmo após se comportarem de maneira usual e afirmarem estar bem, o pessoal médico não reconheceu a normalidade de sua condição. Ainda mais alarmante foi o fato de serem obrigados a tomar medicação antipsicótica contra a sua vontade, evidenciando falhas éticas no tratamento.

Depois disso, um dos hospitais desafiou Rosenhan a enviar “pacientes falsos” para testar a perspicácia de seu pessoal. Após algumas semanas, dos 193 pacientes atendidos lá, 41 foram apontados como possíveis “falsos”, com 19 chamando a atenção da equipe. A grande revelação? Rosenhan não enviou nenhum paciente falso, expondo deficiências gritantes na capacidade de avaliação da equipe.

Consequências na época

Esta experiência sublinhou uma realidade preocupante sobre os hospitais psiquiátricos. A questão levantada por Rosenhan é crucial: quantos indivíduos são injustamente rotulados e tratados erroneamente? Essa revelação foi tão impactante na época que inspirou Hollywood a produzir um dos filmes mais icônicos sobre a vida em um hospital psiquiátrico: Um Estranho no Ninho.

Interessante não é, mas agora a bomba: foi tudo uma farsa!

Quando uma história se torna icônica, muitas vezes aceitamos sua narrativa sem questionamento. No entanto, Susannah Cahalan, uma jornalista que vivenciou as falhas do diagnóstico psiquiátrico de primeira mão, fez uma descoberta surpreendente sobre a famosa experiência de David Rosenhan.

Investigação

Susannah Cahalan, cuja história pessoal envolveu um diagnóstico errôneo de esquizofrenia, revelou em seu livro “The Great Pretender” (O Grande Farsante) que o experimento de Rosenhan pode não ter sido tão genuíno quanto se acreditava.

Ao analisar o livro não publicado de Rosenhan e registros médicos, Cahalan encontrou discrepâncias perturbadoras. Por exemplo, enquanto Rosenhan descreveu a experiência hospitalar como um lugar de negligência, Harry Lando, um participante não mencionado no estudo, viu sua estadia como transformadora e positiva.

Além disso, a investigação de Cahalan sobre a experiência de Rosenhan levantou dúvidas sobre a veracidade de todos os pseudopacientes envolvidos. Mesmo após extensas buscas, ela só conseguiu encontrar um dos supostos participantes, o que lança dúvidas sobre a existência dos outros.

Impacto questionável do experimento científico

O mais chocante foi a descoberta de Cahalan sobre as alegações de Rosenhan a respeito de sua própria hospitalização. Ele não apenas relatou alucinações, como afirmou no experimento, mas também disse ter tendências suicidas e sensibilidade a ondas de rádio, detalhes que poderiam legitimamente justificar uma internação. Estas revelações levantam questões profundas sobre a integridade da experiência e as motivações de Rosenhan.

Embora o experimento tenha influenciado a psiquiatria e inspirado uma revisão do DSM, agora devemos ponderar: A que custo? A verdade revelada por Cahalan nos lembra da importância do rigor e transparência na pesquisa científica.

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